Livia Schiavinato Eberlin | PUBTechSF @ Stanford

Livia Schiavinato Eberlin será uma das palestrantes convidadas no PUBTechSF@Stanford!

A segunda edição do PUBTechSF será no dia 02 de abril, em Stanford.

Para reservar seu lugar, inscreva-se aqui!

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Livia Schiavinato Eberlin se formou em Química pela UNICAMP e fez o seu Doutorado na Universidade de Purdue, sob a orientação do Prof. R. Graham Cooks. Ela iniciou o seu pós-doutorado em Stanford em 2012, no laboratório do Prof. Richard N. Zare. Sua tese foi selecionada como a melhor tese em Química dos EUA em 2012, e em reconhecimento Livia recebeu o prêmio “Nobel Laureate Signature Award”. Em 2014, Livia também foi selecionada para receber a L’Oreal USA for Women in Science Fellowship, e em 2015 foi listada como uma das “30 under 30” pesquisadoras em “healthcare” da revista Forbes.

Assista à palestra da Livia no canal do PUBTechSF no YouTube:  “Nova tecnologia de imageamento molecular para diagnóstico de câncer durante cirurgia”.

Tratamento cirúrgico é a principal terapia para os tumores sólidos, incluindo câncer de cérebro, próstata, pâncreas, estômago, e outros. Remoção completa do tecido canceroso durante cirurgia oferece o melhor prognóstico e possibilidade de sobrevivência para a maioria dos pacientes com tumores sólidos. Entretanto, uma grande dificuldade durante o processo cirúrgico e que define o succeso da cirurgia é a avaliação das margens do tecido a fim de que se garanta a remoção total do tecido canceroso. Esse processo, que é feito por um patologista durante o decorrer da cirurgia pode demorar até uma hora, e pode ser subjetivo devido aos artefatos na morfologia das células de câncer que ocorrem durante o processamento do tecido durante a cirurgia.

Durante o meu doutorado, eu desenvolvi uma tecnologia de imageamento baseada na técnica de espectrometria de massas, por meio da qual análise molecular de tecido canceroso humano é feita diretamente na amostra, em questão de segundos. Esse método químico permite que um diagnóstico seja obtido rapidamente e com alta precisão durante a cirurgia. Durante meu pós-doutorado, em parceria com estatísticos de Stanford, nós desenvolvemos algoritmos para a construção de modelos estatísticos permitindo classificação rápida e automática dos perfis moleculares. A tecnologia está atuamente sendo testada em vários hospitais nos EUA e acredito que no futuro próximo vá melhorar a forma pela qual câncer é diagnosticado e tratado no meio clínico.

 

https://profiles.stanford.edu/livia-schiavinato-eberlin

Ivan Paulino Lima | PUBTechSF @ Stanford

Ivan G. Paulino Lima é um dos palestrantes convidados do PUBTechSF@Stanford!

A segunda edição do PUBTechSF será no dia 02 de abril, em Stanford.

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Foto Ivan Mojave_0

Ivan Lima é o primeiro biólogo brasileiro, formado no Brasil, a atuar na NASA. Desenvolve sua pesquisa de Pós-Doutorado no Centro de Pesquisa Ames, em Moffett Field (CA) com bolsa NASA Postdoctoral Program da Oak Ridge Associated Universities (NPP-ORAU). Graduado em ciências biológicas (Licenciatura e Bacharelado) pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), obteve mestrado em genética e biologia molecular pela UEL com grau distinção, e doutorado em biofísica pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com estágio sanduíche na Open University (Grã-Bretanha). Ivan foi professor colaborador na UEL e participou de documentário científico produzido pela emissora japonesa NHK sobre exploração espacial e terraformação de Marte.

Assista à palestra do Ivan no encontro do PUBTechSF@Stanford: “Organismos extremófilos, biologia sintética e a exploração espacial”.

A descoberta de organismos adaptados a condições ambientais extremas, ou capazes de tolerar essas condições, tem aumentado a cada dia nossa compreensão sobre os limites da vida. Esse conhecimento naturalmente expande os locais fora da terra onde a vida pode existir. Atualmente as agências espaciais concentram esforços no desenvolvimento de missões com o intuito de detectar sinais de vida em outros locais do sistema solar e em exoplanetas. Paralelamente, os planos da NASA de enviar uma missão tripulada a Marte até a década de 2030 parecem cada vez mais reais. A biologia sintética, um empreendimento que visa à construção de sistemas e componentes biológicos que não existem na natureza, no sentido de solucionar problemas emergentes da indústria e da academia, deve exercer um papel crítico durante as missões interplanetárias tripuladas. O objetivo desta comunicação oral é apresentar uma breve introdução sobre esses 3 tópicos, mostrando dados recentes da minha pesquisa sobre micro-organismos resistentes à radiação no Centro de Pesquisas Ames da NASA.

https://earthscience.arc.nasa.gov/person/Ivan_G_Paulino_Lima

Veja aqui uma matéria sobre o trabalho do Ivan, publicado no dia 16/03/15 no periódico PNAS: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2015/03/17/o-catalogo-da-vida-extraterrestre/